sábado, 24 de setembro de 2011

O Romantismo

Tendo uma espécie de iniciação com Bocage (no caso de Portugal) com o Pré-Romantismo, o Romantismo teve origem, no nosso país, no ano de 1825; este movimento literário multifacetado caracterizava-se pela sua estética valorizadora da liberdade criadora, do sonho, da subjetividade, dos estados da alma, de temas sombrios e obscuros, da Pátria, entre outros, havendo um certo regresso às tradições medievais de cada povo ou nação (há uma oposição ao Racionalismo, que se encontrava em vigor no denominado "Século das Luzes"). As características, ou seja, as ideias principais do Romantismo são a afirmação do «Eu» artístico, como valor máximo e único, indicador de uma certa obra e seu autor, que tenta alcançar uma felicidade absoluta (individualismo); a busca e o desejo quase desesperados pela liberdade de expressão e na escrita, deixando o instinto falar por si e fazendo frente aos "tiranos" ou poderosos; a utilização de uma natureza sombria, noturna, negra, horrenda (como diz o nome "locus horrendus"), em oposição à idealizada durante o Renascimento ("locus amoenus"), evidenciando um clima obscuro, de morte na mente dos escritores; a adoção de uma corrente pessimista, sendo que, quando algo não corre bem ou como o esperado, revela-se o tédio, a melancolia e a frustração por parte do "romântico" (fenómeno denominado de "mal du siècle"); a exaltação e enaltecimento do nacional, do português (neste caso), glorificando com gosto o país e a nação de proveniência de cada autor (aproximação das raízes e origens); por fim, a admiração e o interesse pelo "pitoresco" e pela população, modo de vida e tradições da Idade Média.
Fontes: Manual "Aula Viva"- 11º Ano; Enciclopédia do Estudante - Volume 10
Marcos Rebelo e Simão Carvalho