segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

"Sonetos Românticos", de Natália Correia

Natália Correia possui uma mente complexa, sendo que essa complexidade se deve à saudade, ao arrependimento, à solidão, e, consequentemente, à falta de amor, tema central desta obra ("Sonetos Românticos").

Há inúmeras referências à terra que a viu nascer (Ilha de S. Miguel, pertencente ao Arquipélago dos Açores), sendo disso exemplo os versos seguintes: "Foi isto outrora na ilha das fadas (…)"; "Ilha no manso azul (…)"; "(…) ó de alvos umbrais Ponta Delgada!"; …

Existe também, e está presente na obra, um grande sentimento de saudade pela sua mãe, especialmente, estando a poetisa arrependida de não ter passado tempo suficiente com ela (lamenta ter partido para Portugal Continental e a ter deixado); o amor e afeto que sente por ela têm dimensões infinitas, chegando a ultrapassar distâncias, barreiras e conceitos como a vida e a morte, podendo-se tal observar em exemplos como: "Reúno coisas comovidamente: / Da mãe, o xaile azul (…)"; "Ó mãe completa da manhã ao ocaso, / Pastora dos meus sonhos, minha haste."; …

É uma obra nostálgica, sentimental, com um grande número de analepses, que me ajudou a elaborar um perfil psicológico da autora, e que reforçou algumas ideias que eu já tinha dela (gosto pela filosofia e estudo de filósofos, rebeldia, alta religiosidade e crença em Deus, entre outras).

De Natália Correia, antes de ler estes sonetos, conhecia ainda outro poema, feito em plena Assembleia da República e "dedicado" a um deputado chamado João Morgado, como resposta a uma frase dita por ele ("O ato sexual é para ter filhos"), e que já foi lido na aula. Desta obra em especial, apenas conhecia um ("Creio nos Anjos que Andam pelo Mundo"), que me foi lido na aula aquando do Dia dos Namorados.

Gostei muito da obra, recomendo-a a todas as pessoas que queiram ler textos sinceros e belos (e também um pouco complicados), e espero, no futuro, ler mais obras desta autora, para, cada vez mais, ficar a conhecê-la melhor.

domingo, 2 de outubro de 2011

"A  Arvore das Palavras" – Teolinda Gersão

"O quintal e a casa também não tinham limite e tudo cabia dentro deles: ouviam-se, quando a gente se distraia e pensava, os passos furtivos dos animais selvagens, e dormindo sentia-se na cara do seu bafo. E quando se dormia assim fundo, os pés e os braços misturavam-se com o seu corpo bravo e sabiam de repente o salto, de um ramo para o outro, mesmo quando era preciso saltar sobre as torrentes e as quedas da água dos sonhos.

Então suspirava-se, respirando com a boca entre aberta nos lençóis, voltava-se a cabeça na almofada, mas continuava-se a correr na selva, poisando sem ruído as patas grossas, farejando o ar tépido da noite. Atento ao menor rumor, por entre as folhas. Percorriam-se longos caminhos, na floresta e na noite. Bebia-se enfim, a água procura ah muito. Baixava-se a cabeça até tocar superfície e partia-se de novo, no pé ligeiro do antílope.

Ou mergulhava-se todo o corpo na água, para matar a sede mais depressa, e era-se então um corpo lodoso e satisfeito de paquiderme afundado.

Toda a noite se andava livre, e podia-se trocar de pele a cada instante. Ser o corpo veloz da doninha e com a sua boca comer frutos sumarentos de mampsincha. Farejar o vento com o focinho irado da quizumba.

Podia-se ser tudo, e de manha voltava-se. Abriam-se os olhos, mas, mesmo de olhos abertos, nada era diferente. Saltava-se da cama com o pé fendido da zebra e escovavam-se as espelho os dentes aguçados do coelho ou da lebre. Lóia punha na mesa o leite e a fruta e devorava-se tudo com a boca de animal esfaimado. Saia-se a porta abanando a cauda.

O dia não quebrava os sonhos, podia-se dormir de olhos abertos, e a vida era gozosa e fácil como o jogo e o sonho. Podiam-se abrir os braços e gritar: Eu vivo – mas não era necessário esse gesto exultante e excessivo, as coisas eram tão próximas e simples quase não se reparava nelas."

                     Teolinda Gersão, A arvore das palavras, publicações dom Quixote (páginas 16,17)

 

 

Comentário:

Desta vez decidi fazer a opção "associação texto-imagem fundamentada" pois nesta pequena parte que li no livro " a arvore das palavras" de Teolinda Gersão esta faz referencia a muitas imagens que vê através do seu imaginário e sem duvida que estas são algumas delas como por exemplo os animais selvagens que faz referencia como a doninha que come os frutos sumarentos da mampsincha, ou ate aos dentes aguçados do coelho ou da lebre. Também decidi por a imagem da noite pois todos os factos que a autora refere no imaginário da sua consciência esta refere-se ao misterioso, ao escuro e as sombras da noite pois dá a sensação numa frase dela de não conhecer e de não se aperceber de onde estava como por exemplo "belria-se enfim, a água procurada há muito". Tudo o que relata são sonhos e sensações e compreendesse através deles que a personagem é muito aventureira e por isso nem a dormir descansa pois necessita de procurar e explorar o mundo á sua volta.

Estou a gostar muito de ler este livro e é surpreendente conhecer o mundo desta personagem e das intervenientes pois a autora evidencia pequenos pormenores acerca das personagens muito interessantes e criativos. Um deles é o facto de a personagem principal levar a vida como sendo um sonho, como sendo maravilhosa podemos observar uma citação em que refere isso mesmo como por exemplo "o dia não quebrava os sonhos, podia-se dormir de olhos abertos, e a vida era gozada e fácil como o jogo e o sonho."

Gostei principalmente desta parte do livro pois sente-se uma alegria, uma liberdade, um fascínio nas palavras da personagem pois ela gosta de viver e gosta de gritar "eu vivo". Sem duvida que esta é uma personagem encantadora e muito positiva, e penso que ela me ira levar ainda mais através dos seus sonhos ao longo das paginas deste livro.

 

Trabalho elaborado por: Alexandra Carvalho, nº2, 11º E

A ronda da noite – Agustina Bessa -  luís

"Martinho apertou, sem querer, o braço da avó ao ter diante dos olhos a pesada pedra do túmulo. Era de facto terrível, com as argolas de ferro enferrujadas e o musgo negro que a cobria. "Não vou deixar que a metam aqui" – pensou, desolado. E  um toque de pó-de-arroz na face dela, junto á orelha esquerda, enterneceu-o como o rasto duma mulher bonita. " Até ao fim somos amantes uns dos outros" – pensou, triste. A educação de mulheres dera-lhe um descaramento ritual, sem nada de perverso, só amadurecido pela reflexão.

Deteve-se a olhar para as campas cobertas de inscrições saudosas, de flores caras, de candeeiros vermelhos dentro dos quais uma chama curta ia sucumbindo. A morte tinha-se tornado uma vaidade mais, uma festa de anos em que só faltava o «parabéns a você» mas não a mesa abundante.

                                    Agustina Bessa – luís, a ronda da noite, Guimarães editores (pagina 11,12)

 

Comentário:

Eu escolhi este excerto pois chamou-me a atenção devido a Martinho não querer que quando a sua avó falece-se e a metessem naquele sitio com aquelas condições, penso que ninguém gostaria de estar ali.

Neste excerto mostra o quão Martinho gosta da sua avó, e o quão é importante para ele, pois Martinho foi criado por mulheres e esse facto dá-lhe um descaramento sem nada de perverso, apenas amadurecido pela reflexão.

Martinho olhou para as campas que estavam cobertas de saudações, de flores caras, de velas vermelhas, para ele a morte tinha-se tornado numa vaidade mesmo nume festa de anos sem a típica frase de desejar os parabéns.

 

Trabalho elaborado por: Daniela Lima, nº3, 11ºE

"Passagem do cabo" – Maria Ondina Braga

 

"Terra que, aliando ao silencio da savana, o fragor, o furor dos rios caudalosos, acaba estigmatizada como os místicos, nas queimadas do cacimbo.

Falo da terra, dos mistérios, os tesouros da terra. Os capinzais que na monção crescem mais alto que um cavalo, os palmares esguios e baloiçantes como guiões, o embondeiro enorme e solitário. Falo da vegetação. Falo dos bichos. Que bichos, francamente (mal parece em pátria de elefantes), bichos ainda só conheço os da noite, e destes (mal parece em país de feras), destes os mais frágeis e quase familiares. São as borboletas de asas negras, por um pouco tão vastas como as dos pardais, que aparecem a seguir ás chuvas. As osgas cor de serapilheira, os seus vultos fluidos pelos tectos em noites de luar. Os grandes morcegos espectrais que nos levam a castelos assombrados, muralhas, masmorras, torreões, de filmes de terror. Já de dia, lagartos do tamanho de mãos abertas e cor azul-ferrete, pelos muros ao sol. Os lagartos importunam-se em pesadelos. No recreio, todavia, as alunas arremessam-lhes a bola e eles, pumba, tal se tivessem uma mola no bucho, e de novo quedos, ansiosos e azuis na cal da parede. Sonhar com lagartos em Angola traz-me a infância em Braga. Quando ia ao quintal ao luscofusco, colhia um ramalhete de brincos-de-princesa, vinha com uma lagartixa ao peito como um broche. Sardaniscas pálidas, de olhinhos brilhantes. Depois, no sono, esses bruscos bichinhos. Sonhos, não obstante (que esquisito!), associados ao céu."

 

                                         Maria Ondina Braga,  passagem do cabo, editora caminho (página 18)

 

 

Comentário:

Este excerto captou particularmente a minha atenção pois a autora Maria Ondina Braga retrata a paisagem que observou quando se encontra em Angola comparando-a e relembrando-a á sua infância em Braga. Assim como podemos ver a autora faz uma descrição pormenorizada e atenta da paisagem. Fala da terra, da vegetação e fala dos "bichos". O que atrai mais a sua atenção não são as feras que ela esperava ver mas os bichos mais frágeis que lhe são tão familiares como: as borboletas, as osgas, os morcegos que a transportavam a casas assombradas de filmes de terror mas principalmente os lagartos que lhe refrescam a mente de memorias tão importantes e queridas da sua infância em Braga. Assim neste pequeno excerto a autora Maria Ondina refere como dois sítios tão diferentes, tão contrastantes e longínquos podem ter tantas semelhanças em comum e lhe podem trazer inúmeras recordações do seu velho passado.  

 

Trabalho realizado por: Cristiana carvalho, nº 10, 11ºE

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

"Caim", de José Saramago

"Caim" - José Saramago

"Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de que adão e eva, perfeitos em tudo o que apresentavam à vista, não lhes saía uma palavra da boca nem emitiam ao menos um simples som primário que fosse, teve de ficar irritado consigo mesmo, uma vez que não havia mais ninguém no jardim do éden a quem pudesse responsabilizar pela gravíssima falta, quando os outros animais, produtos, todos eles, tal como os dois humanos, do faça-se divino, uns por meio de mugidos e rugidos, outros por roncos, chilreios, assobios e cacarejos, desfrutavam já de voz própria. Num acesso de ira, surpreendente em quem tudo poderia ter solucionado com outro rápido fiat, correu para o casal e, um após o outro, sem contemplações, sem meias-medidas, enfiou-lhes a língua pela garganta abaixo. Dos escritos em que, ao longo dos tempos, vieram sendo consignados um pouco ao acaso os acontecimentos destas remotas épocas, quer de possível certificação canónica futura ou fruto de imaginações apócrifas e irremediavelmente heréticas, não se aclara a dúvida sobre que língua terá sido aquela, se o músculo flexível e húmido que se mexe e remexe na cavidade bucal e às vezes fora dela, ou a fala, também chamada idioma, de que o senhor lamentavelmente se havia esquecido e que ignoramos qual fosse, uma vez que dela não ficou o menor vestígio, nem ao menos um coração gravado na casca de uma árvore com uma legenda sentimental, qualquer coisa do género amo-te, eva. Como uma coisa, em princípio, não deveria ir sem a outra, é provável que um outro objectivo do violento empurrão dado pelo senhor às mudas línguas dos seus rebentos fosse pô-las em contacto com os mais profundos interiores do ser corporal, as chamadas incomodidades do ser, para que, no porvir, já com algum conhecimento de causa, pudessem falar da sua escura e labiríntica confusão a cuja janela, a boca, já começavam elas a assomar. Tudo pode ser. Evidentemente, por um escrúpulo de bom artífice que só lhe ficava bem, além de compensar com a devida humildade a anterior negligência, o senhor quis comprovar que o seu erro havia sido corrigido, e assim perguntou a adão, Tu, como te chamas, e o homem respondeu, Sou adão, teu primogénito, senhor. Depois, o criador virou-se para a mulher, E tu, como te chamas tu, Sou eva, senhor, a primeira dama, respondeu ela desnecessariamente, uma vez que não havia outra. Deu-se o senhor por satisfeito, despediu-se com um paternal Até logo, e foi à sua vida."

José Saramago, Caim, Editora Caminho (pp.11-13)

Comentário:

Neste excerto do livro "Caim", Saramago destaca um episódio em que Deus (ser divino, que é bastante criticado na obra), Pai Todo-Poderoso e perfeito, se esquece de dar a língua (idioma/órgão) a Adão e Eva, primeiros habitantes humanos na Terra, criados à sua imagem. Para corrigir tal esquecimento e imperfeção, coloca-a à força na boca de cada elemento do casal, fazendo-lhes depois perguntas para confirmar o seu funcionamento. Por fim, pensando ter completado os seus "projectos", retira-se, satisfeito.

Como se pode observar, José Saramago fala sobre Deus como se ele fosse uma pessoa como todas as outras (refere-se a Ele com letra minúscula), e dizendo que, tal como o ser humano, sua criação, Deus também cometeu erros (este já atrás referido e o esquecimento da colocação do umbigo, mais adiante na obra), defendendo a teoria de que errar não é só humano, mas igualmente divino; do ponto de vista do escritor, ninguém é perfeito, nem mesmo o Supra-Sumo, criador da Humanidade.

O autor, assumidamente ateu, revela, no entanto, um grande conhecimento bíblico, misturando várias histórias deste grande livro e envolvendo as personagens em variadas peripécias, reproduzindo estratos da Bíblia, ora fielmente, ora recorrendo ao imaginário (por exemplo, quando Caim encontra Abraão e o impede de sacrificar o seu filho Isaac em nome do Senhor). Saramago gosta de provocar, pondo em causa as decisões do Todo-Poderoso, colocando-o na pele de um mentiroso, um corrupto, uma figura em que não se deve confiar.

Mesmo sendo Cristão, estou a gostar bastante da obra e recomendo-a a todos os que queiram entrar com o pé direito na escrita de José Saramago, visto que é uma obra leve e de fácil compreensão.

 
 
Trabalho realizado por Nuno Simão Carvalho, nº19, 11ºE

domingo, 25 de setembro de 2011

O Romantismo


O Romantismo em Portugal iniciou-se em 1825 com a publicação, em Paris, do poema "Camões", de Almeida Garrett. Deve referir-se que os primeiros grandes românticos foram exilados políticos e contactaram na Europa com outros escritores. Os primeiros românticos demonstraram o gosto pela solidão, pelos temas da noite, da morte, a identificação da natureza com os estados de alma, a preferência por paisagens sombrios, o amor à liberdade e à pátria. O romantismo insere-se no cenário das guerras liberais e baseia-se nos princípios da liberdade, igualdade e fraternidade.

Alexandre Herculano, grande romântico português, afirmou aos restantes românticos que, sendo eles portugueses, não se poderiam esquecer de realizar uma literatura sua. Contudo também era importante não deixar de admirar as restantes maravilhas do mundo, como os monumentos da literatura grega e da romana, o amor à pátria ou ao cristianismo…

Os românticos caracterizavam-se pela sua independência, pelo seu individualismo, ou seja, pelo "eu", tudo o resto é um mundo imaginário onde este projeta os seus sentimentos. Com o acentuado individualismo surge a ânsia de liberdade. O escritor tem desejos de quebrar todos os seus limites, assim afirma uma atitude rebelde e insatisfeita. A natureza para os românticos vai ser um elemento importante, pois os românticos vão estabelecer relações afetivas com ela. Os clássicos idealizam a natureza como um cenário sombrio, noturno, capaz de provocar sensações violentas, o "locus amoenus",..

Poderemos também referir o mal du siècle como uma manifestação de cansaço, de melancolia dos românticos, assim, podemos interpretar esta expressão como o limite do desespero e da angústia de viver do Romantismo. A idade média atraiu muitos dos românticos pelos usos e costumes, pelo mistério das suas lendas e tradições, pela beleza nostálgica dos seus castelos, pelo idealismo dos seus tipos humanos mais relevantes, o cavaleiro, o monge, o cruzado.
Em conclusão, podemos afirmar que tudo quanto é popular e nacional é exaltado pelos românticos: o folclore, os costumes, as figuras nacionais, a história da pátria, portanto podemos dizer que estes valorizam bastante  a pátria.

 

Fontes: Manual "Aula Viva"

Alexandra Carvalho, Daniela Lima e Cristiana Carvalho 

sábado, 24 de setembro de 2011

O Romantismo

Tendo uma espécie de iniciação com Bocage (no caso de Portugal) com o Pré-Romantismo, o Romantismo teve origem, no nosso país, no ano de 1825; este movimento literário multifacetado caracterizava-se pela sua estética valorizadora da liberdade criadora, do sonho, da subjetividade, dos estados da alma, de temas sombrios e obscuros, da Pátria, entre outros, havendo um certo regresso às tradições medievais de cada povo ou nação (há uma oposição ao Racionalismo, que se encontrava em vigor no denominado "Século das Luzes"). As características, ou seja, as ideias principais do Romantismo são a afirmação do «Eu» artístico, como valor máximo e único, indicador de uma certa obra e seu autor, que tenta alcançar uma felicidade absoluta (individualismo); a busca e o desejo quase desesperados pela liberdade de expressão e na escrita, deixando o instinto falar por si e fazendo frente aos "tiranos" ou poderosos; a utilização de uma natureza sombria, noturna, negra, horrenda (como diz o nome "locus horrendus"), em oposição à idealizada durante o Renascimento ("locus amoenus"), evidenciando um clima obscuro, de morte na mente dos escritores; a adoção de uma corrente pessimista, sendo que, quando algo não corre bem ou como o esperado, revela-se o tédio, a melancolia e a frustração por parte do "romântico" (fenómeno denominado de "mal du siècle"); a exaltação e enaltecimento do nacional, do português (neste caso), glorificando com gosto o país e a nação de proveniência de cada autor (aproximação das raízes e origens); por fim, a admiração e o interesse pelo "pitoresco" e pela população, modo de vida e tradições da Idade Média.
Fontes: Manual "Aula Viva"- 11º Ano; Enciclopédia do Estudante - Volume 10
Marcos Rebelo e Simão Carvalho